O uso das células tronco mesenquimais para o tratamento da COVID-19: uma esperança regenerativa

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O COVID19, doença causada pelo vírus Sars-CoV-2 (também chamado de novo coronavírus) tornou- se um problema de saúde pública em vários países. 

O COVID19 no Brasil: 

Segundo uma avaliação do Imperial College de Londres, o Brasil chegou perto de atingir níveis considerados controlados de taxa de transmissão, porém, com a retomada da economia, essa taxa voltou a subir. Hoje, nosso país é o terceiro a liderar no número de casos, atrás somente dos EUA e da Índia e, devido à subnotificação, o Brasil é considerado o epicentro mundial. 

A ação da doença no nosso organismo:

Uma das primeiras etapas do desenvolvimento do COVID-19 é a ligação do vírus a um receptor chamado ACE2, presente principalmente nas células do pulmão, mas também em outros órgãos, como o coração, o fígado e o intestino. É por isso que a doença possui vários sintomas não pulmonares envolvidos. 

Na tentativa de combater a infecção, o nosso corpo produz proteínas inflamatórias, chamadas citocinas. Elas são produzidas em alta escala, o que chamamos de “tempestade de citocinas”, que além de atacar o vírus, afeta também o organismo. 

A persistência dessas citocinas se torna tóxica para o corpo, e a procura de um tratamento que minimize essa tempestade se tornou uma esperança terapêutica. 

O uso das células mesenquimais no tratamento do COVID19: 

O uso experimental da terapia de células tronco mesenquimais já é utilizado mundialmente para tratar diversas condições, já que essas células possuem uma característica imunomodulatória, ou seja, elas são capazes de modular o perfil da tempestade de citocinas, diminuindo assim a inflamação causada pelo coronavírus.

O que os estudos dizem:

Já existem diversos projetos que avaliam o potencial das células tronco mesenquimais no tratamento do COVID-19.

Em um estudo publicado em março de 2020, sete pacientes positivos para coronavírus receberam uma dose única dessas células. Foi observado uma melhora nos principais marcadores da doença, como saturação de oxigênio, marcadores inflamatórios e achados radiológicos.

Um paciente que estava entubado na UTI teve alta em menos de 20 dias e o exame passou a dar negativo para o vírus. Em um outro relato de caso, uma paciente que estava internada em estado grave, com a necessidade de ventilação mecânica e já apresentava sinal de falência no fígado recebeu três doses desta terapia celular. Depois de somente quatro dias, a ventilação foi retirada e a paciente já conseguia caminhar. Até o momento, não foi relatado nenhum efeito colateral à essa terapia. 

Concluindo – esperança em meio à pandemia:

Esse novo tipo de terapia se tornou uma esperança no tratamento do COVID-19. Mas lembramos que o tratamento desta doença é extremamente dependente do estado imunológico da pessoa, bem como do estado geral de saúde. Seu uso ainda é limitado a experimentos científicos com estudos bem avaliados para evitar equívocos. 

Os estudos disponíveis sugerem eficácia desta nova abordagem, mas mais estudos são necessários para validá-la. Porém, os resultados promissores nos dão esperança de tratamento para essa doença que se dissipa tanto pelo mundo. 

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